A Idade dos Outros
Conhecer causas, manifestos, preocupações privadas ou que atravessam ruas e praças. Ouvir e contar segredos. Em todos esses momentos, vínculos que se criam e definem uma segunda «vida real», situada algures do lado de lá do painel de comandos utilizado pelo blogger. Afinal, aprendemos com A Idade dos Outros.
FOAM

Bricklayer, 1928 (c) Die Photographische Sammlung/SK Stiftung Kultur – August Sander Archiv, Cologne, Beeldrecht, Amsterdam, 2006.
Foam, o museu de fotografia de Amsterdam, é mais do que um simples museu; é inspirador, acessível, descomplicado, e, no entanto, crítico. FOAM
Luís Porém’s Inverso

+ Luís Porém’s Inverso chair is designed for either rocking or sitting tight.
Aproveitamento de águas pluviais
Em muitos países, as casas tradicionais tinham uma cisterna de água incorporada para colecta de água da chuva que caía dos telhados e geralmente, bastava para a totalidade das suas necessidades domésticas.
Esta é uma forma de reduzirmos o consumo de agua potável para fins que não o justificam, como descargas de autoclismos, lavagens de automóveis, regas de jardins, entre outros.
A água da chuva, é captada a partir da cobertura da casa ou do edifício, filtrando e armazenando a água numa cisterna para uso interior ou exterior.
Em Portugal, já ser comercializam sistemas que recolhem a água da chuva proveniente dos telhados através do sistema de drenagem já existente (caleiras). Têm um filtro incorporado para remoção de folhas e outros resíduos indesejados que venham com a água recolhida, de modo a garantir que a água armazenada seja de boa qualidade.
Estas cisternas são dimensionadas de acordo com a área de cobertura e tipo do edifício. Contém um filtro, que reduz a pressão da água, separando as impurezaz como areias, terras, poeiras, folhas ou outros. Depois a água pode ou não entrar no sistema de canalização para ser distribuida para os vários fins. No caso de a água entrar na canalização do edifício, este sistema deve ser dimensionado na fase de projecto.
No entanto há vários métodos para recolha da água das chuvas que podem ir desde pequenos baldes até grandes tanques. A título de exemplo, no Uganda, podem-se ver grandes bidões por toda a parte do lado de fora das casas, com pedaços curtos de calhas, feitas em casa, para recolher a água. Um estudo no oeste do Uganda mostrou que até 70% ou 80% das necessidades domésticas de água podem ser satisfeitas com pequenos jarros para água da chuva.
Importa referir, que a qualidade da água do sistema de água da chuva é uma preocupação importante. Geralmente, se a água for filtrada ao entrar no tanque e armazenada no escuro, a qualidade será boa, melhorando com o tempo. Se houver uma boa precipitação pluvial, a água proveniente do telhado de uma moradia típica, fornecerá uma área de colecta suficiente para satisfazer as necessidades de uma família média.

Fig. Exemplo de cisterna de armazenamento de água das chuvas
Design Português
www.designportugues.blogs.sapo.pt
“Este blog serve essencialmente para discutir o estado actual do design em Portugal. Pretende-se debater vários assuntos, expor e confrontar ideias, e tudo o que seja relacionado com design”
Aurora silva
Ausência nata
Não nasci, que me recorde, de sítio algum. Se o fiz foi contra a minha vontade.
Ausência grata
Foi no dia que partiste que descobri. Não fazes falta nenhuma.
Ausência pura
Vi-te no silêncio. Nunca mais me faltaram palavras.
Ausência segura
Saber que a noite se ergue onde sol se deita.
Ausência quântica
[]- singularidade- o espaço vazio ou nulo.
Ausência
O sono onde o corpo se perde
Por alvos lençóis e perfeitas madrugadas.
A mudança

Olhou para as caixas de livros no chão e pensou que nada poderia ser melhor que a mudança. Ouviu pela última vez a música que não ouviria mais naquele lugar e quase chora ouvindo Chet Baker, repleto de heroína, dizendo que nasceu para ser triste. Depois escovou os dentes e calçou sapatos velhos e queridos.
I’d like to laugh
but nothing strikes me funny
now my world’s a faded pastel
Atirou o cigarro na lareira e pensou em tomar vinho, mas desistiu. Era hora da mudança. Quando a última caixa foi levada pelo carregador que, ele nunca saberia, era aspirante a escritor e fazia aulas de interpretação, olhou a sala vazia e se despediu, batendo a porta com força. Agora iria morar no andar de baixo.
World Press Photo 2007
Charlie Parker

Don’t play the saxophone. Let it play you” – Charlie Parker.
“Cresci com um enorme retrato de Charlie Parker no quarto. Julgo que para um miúdo que resumia toda a sua ambição em tornar-se escritor Charlie Parker era de facto a companhia ideal. Esse pobre, sublime, miserável, genial drogado que passou a vida a matar-se e morreu de juventude como outros de velhice continua a encarnar para mim aquela frase da Arte poética de Horácio que resume o que deve ser qualquer livro ou pintura ou sinfonia ou o que seja: uma bela desordem precedida do furor poético diz ele é o fundamento da ode. Sempre que me falam de palavras e influências rio-me um pouco por dentro: quem me ajudou de facto a amadurecer o meu trabalho foram os músicos. A minha estrada de Damasco ocorreu há cerca de dez anos, diante de um aparelho de televisão onde um ornitólogo inglês explicava o canto dos pássaros. Tornava-o não sei quantas vezes mais lento, decompunha-o e provava, comparando com obras de Haendel e Mozart, a sua estrutura sinfónica. No fim do programa eu tinha compreendido o que devia fazer: utilizar as personagens como os diversos instrumentos de uma orquestra e transformar o romance numa partitura. Beethoven, Brahms e Mahler serviram-me de modelo para A ordem natural das coisas, A morte de Carlos Gardel e O manual dos inquisidores, até me achar capaz de compor por conta própria juntando o que aprendi com os saxofonistas de jazz, principalmente Charlie Parker, Lester Young e Ben Webster, o Ben Webster da fase final, de Atmosfera para amantes e ladrões, onde se entende mais sobre metáforas directas e retenção de informação do que em qualquer breviário de técnica literária. Lester Young, esse, ensinou-me a frasear. Era um homem que começou por tocar bateria. Um crítico perguntou-lhe qual o motivo que o levava a mudar da bateria para um instrumento de sopro e ele explicou: “Sabe, a bateria é uma coisa horrivelmente complicada. No fim dos concertos, quando acabava de desarmá-la, já todos os colegas se tinham ido embora com as raparigas mais bonitas”.
O facto de desejar ter também raparigas bonitas levou-o, entre outras obras-primas, a These foolish things onde cada nota parece o último suspiro de um anjo iluminado. A fotografia que dele tenho mostra um homem sentado na borda da cama de um quarto de hotel com um sax tenor ao lado. Magro e envelhecido fita-nos através dos anos com os olhos mais doces e tristes que já vi. Usa uma gravata torta e um casaco amassado, e poucas pessoas estiveram decerto tão perto de Deus quanto esse vagabundo celeste. Ben Webster, por seu turno, assemelhava-se a um lojista gordo que uma auréola invisível mas óbvia transfigurava. Estas três criaturas sentavam-se à direita do Pai e espanta-me não as encontrar nos altares das igrejas. Talvez que não exista lugar, em céus de mármore e gesso, para alcoólicos promíscuos e pecadores sem remédio. Talvez haja pessoas que se sintam melhor na companhia de criaturas edificantes que não edificaram nada a não ser vidas sem alegria rematadas por agonias virtuosas em odores de açucena. Como penso que Deus não é parvo estou certo que lhe daria comichão tanta bondade melancólica e tanta estreiteza sem mérito. Aposto mesmo que toca bateria a fim de deixar para os outros as raparigas mais bonitas, e ficar a arrumar discretamente tudo aquilo, tambores e pratos, enquanto Charlie Parker, Lester Young e Ben Webster levam em paz o gin, a marijuana e as miúdas jeitosas para um estúdio de gravação onde Billie Holliday principiou agora mesmo a cantar o seu poder e a sua glória até ao fim dos tempos” – António Lobo Antunes, Segundo livro de crónicas.
Ana Madragoa
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| Liliana estava encantada com tantas flores. Naquela manhã tinha ido com a mãe ao mercado comprar flores para o baptizado do primo que nascera. Era um espectáculo de cor: rosas, margaridas, jacintos, cravos, violetas… Os olhos da menina brilhavam! Oh! Mãe… que lindo! Agora percebo porque a Celeste fez aquela música! Só lhe apetecia cantar…. - Quem é a Celeste querida? – Perguntou a mãe. Mas a Liliana não a ouviu. Enquanto fazia rodar entre os seus dedos uma margarida meio careca, cantarolava: - Fui ao Jardim da Celeste giro-flé, giro-fla… |
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…Acreditar é Conseguir…
Parece mentira que cheguei até aqui!
Mais uma colecção acabadinha de sair do “forno”.
Mais uma vez a responsabilidade é toda vossa, criaram um “monstro”!
Agora só paro quando houver uma loja com os meus gorrinhos pertinho de cada um de vocês!
Aqui fica o testemunho de um pequeno grande percurso, cheio de emoções!
Muito, muito obrigado a todos. (Link)















































